17 de October de 2015 |
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PARA MAMÃES | AMAMENTAR NÃO É FÁCIL + A MELHOR POMADA PARA EVITAR RACHADURAS NOS MAMILOS

DIFICULDADES-AMAMENTACAO

Sempre achei que amamentar fosse instintivo. O bebe nasce, você põe o peito na boca dele e pronto. Grande erro! Descobri que amamentação é um processo de aprendizagem, tanto para mãe quanto para o bebê.

Engraçado que para mim, não foi difícil desde o primeiro dia. Amamentei a primeira vez ainda na sala de parto. O colostro desceu direitinho, ela pegou bem no peito, foi ótimo. Suspirei aliviada, pois minha ginecologista já havia me alertado que poderia ter problemas para amamentar em função de uma redução de mama que fiz há oito anos atrás. Até o terceiro dia, quando supostamente o colostro vai acabando e começa a vir o leite, foi tranquilo. Aí começou o problema, o volume de leite que estava vindo era pequeno.

Bom.. O leite não veio, mas no lugar dele vem o medo de fracassar com a pessoa mais importante da sua vida! As enfermeiras do hospital foram bem importantes, na maioria ela foram super pacientes e atenciosas, mas tinha uma troglodita sem noção, que toda vez que ela entrava no quarto me dava frio na espinha. Sei lá se ela achava que estava ajudando, mas ela enfiava o dedo na boca da Luisa, pegava meu peito sem cuidado nenhum e entuchavam na boca dela. Um total desrespeito ao meu entrosamento com a minha filha. Ela chorava e não pegava obviamente. Normalmente eu sou bem bocuda, não deixo esse tipo de coisas passar, mas estava tão sensibilizada que nem falava nada.

Quando tive alta da maternidade, sai com com a orientação de complementar. Receber essa informação, foi horrível! Chorei, chorei, chorei… meu marido me consolou, disse que não era o fim do mundo e tal… mas fiquei chateada. Conversei com a pediatra dela e resolvemos tentar manter só o peito mais um tempo.Para isso, a médica receitou o Equilid, um remédio de alopatia que tem um efeito off label de aumentar a produção de leite , e por conta própria comecei a tomar Tintura de Algodoeiro, um floral que também é conhecido por estimular a produção de leite.

Por uma duas semanas a Luisa chorava de berrar, até perdia o fôlego! Quando ia pegar o peito, ela estava tão irritada que não dava nada certo, ela não pegava direito, ela mordia, me machucava, o leite não saia… Era horrível!

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A hora de mamar era frustrante! Quando ia chegando e eu sofria, além de doer muito, sabia o quanto aquilo estava sendo penoso para ela. Mas sinceramente não me importava, podia doer desde que ela conseguisse mamar. Teve vezes que meu marido nem sabia o que fazer, dava mama chorando, não em prantos, mas as lágrimas rolavam… Pode parecer que não, mas é bem forte a sucção do bebê.

Foi complicado! Tive muita dificuldade, foi preciso muita vontade e dedicação, o que no meu caso não foi suficiente. Depois de duas semanas a situação ficou insustentável, ela estava perdendo muito peso, então não teve jeito e introduzimos a “temida” mamadeira. Logo na primeira ela mamou tudo rapidinho e depois tirou uma soneca de umas duas horas direto, coisa que ela nunca tinha feito até então. Confesso, que até assustei, de tempos em tempos ia lá ver se ela estava respirando, rs. Mãe de primeira viagem tem dessas coisas, estranha quando o filho dorme demais, quando fica acordado demais… enfim, inexperiência. Mas a verdade é que ela estava com fome! Por isso estava tão irritada e só chorava.

Claro que não era meu sonho dar mamadeira para minha nenê recém nascida, mas ela ficou tão calma depois que me deixou mais tranquila. Eu ficava tão chateada de vê-la chorando sem parar que quando ela parou foi um alívio! Meu marido e minha mãe me deram um super apoio e não me deixaram desanimar, isso foi super importante! Além disso, minha pediatra também me ajudou bastante, ela me explicou que os leites de hoje em dia são super completos, diferente de vinte anos atrás, que as opções eram super limitadas. Por sinal, o leite que ela está tomando é o Aptamil Pepti, da Danone.

Com o problema da fome resolvido, consegui continuar tentando dar o peito. A minha pediatra me recomendou um enfermeira especialista em amamentação que veio em casa e me ensinou tudo tim tim por tim tim. Desde do jeito correto para sentar, até as posições de colocar a nenê. Ela me ensinou a técnica de relactação, que nada mais é do que fazer o nenê confiar no peito de novo. Como ela suga e não sai muito leite, ela passa a não “confiar” que lá tem leite e não quer mais pegar. Essa técnica nada mais é que mamar no canudinho (que no caso é uma sonda), mas o canudinho fica junto do seu bico, então quando o bebê mama ele suga o leite da mamadeira mas com a sensação de estar mamando do peito.

RELACTACAO

Isso pode parecer não fazer sentido, porque já que é para dar mamadeira, dá logo da mamadeira, né?! Eu também pensei isso, mas a questão é que como o bebê fica sugando, ele estimula a produção de leite. E em alguns casos, a produção pode aumentar, então você volta a dar direto o peito. Desde o começo, soube que não conseguiria tirar completamente a mamadeira, mas isso foi uma forma de manter o peito por mais tempo. Além disso, ela me ensinou a dar a mamadeira de uma forma que a sucção ficasse um pouquinho mais difícil, assim quando ela pegasse o peito não iria estranhar. É simples, ao dar a mamadeira, segure o queixo do bebê de leve para dificultar a abertura da boca, esse esforço, segundo a enfermeira, é importante para fortalecer o maxilar.

Depois de um mês e meio de relactação estou dando o peito duas vezes ao dia (sem a sonda) e a mamadeira umas seis/ sete. E finalmente está tudo mais tranquilo, a Luisa não está mais com fome e  apreendeu a pegar o peito corretamente. No meu caso, dar a mamadeira foi essencial para conseguir manter o peito, mesmo que poucas vezes. Hoje penso bem diferente, no próximo filho não vou sofrer em ter que complementar. Não tem nada demais nisso, e como a pediatra disse, tem opções de leite em pó muito completos. Aliás, minha princesinha está ótima, ela está  na curva média de crescimento e ganho de peso.

De qualquer forma é importante as mulheres se prepararem para as dificuldades, porque eu imaginava aquela cena de propaganda, a mãe linda, feliz e contente com o filho no peito, olho no olho… e para mim foi bem diferente.

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Por isso, esse assunto tem que deixar de ser um tabu. As pessoas tem que parar de julgar também. É um momento que você já está fragilizada e ainda tem que lidar uma galera buzinado na orelha e te olhando com julgamento, tipo você como se você fosse “menos mãe” por não estar dando o peito. Que ridículo! Minha filha é a pessoa que mais amo no mundo e não é uma mamadeira que vai mudar isso.

Agora resolvido a questão da amamentação, estou na segunda fase, lidando com as cólicas! rs

sobre a lansinoh

LANOLINA (1)

Bom, como disse lá no comecinho, o ato de mamar não é inato. E nesse processo de aprendizagem, até chegar na pega correta é comum surgirem rachaduras nos mamilos. E eu tô expert no assunto, testei algumas receitas caseiras e pomadas para tratar essas fissuras, mas a Lanolina HPA Lansinoh foi disparado a melhor de todas.

LANOLINA (32)

Lanolina é uma gordura extraída da lã da ovelha, um produto natural gerado pela indústria têxtil como sub produto da produção de lã. Ela é rica em ácidos graxos, o que confere a ela alto poder  de hidratação e proporciona maior elasticidade a pele.

A Lansinoh HPA é lanolina pura, é altamente cicatrizante. Ela tem textura bem grudenta, mas você derrete entre os dedos e ela vira um óleo. O mais importante, ela é totalmente segura para o bebê, é 100% natural e não precisa ser retirada da pele antes da mamada. Ela traz um alívio muito rápido, o tempo de uma mamada e outra (mais ou menos 3h) é suficiente para ela fazer efeito.

LANOLINA (21)

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Além dessa pomada, que é literalmente “nossa amiga do peito”, passar o próprio leite na pele e tomar um solzinho, já ajudam bastante na cicatrização.  Ela pode ser usada desde o sétimo mês para preparar a mama e durante todo o período de amamentação. Indico! Comprei a minha na farmácia por R$59.

8 Comentários
Categorias: CONVERSINHA, DICAS, para mamães

Comments

  1. Vc acha que o maior problema para a sua amamentação foi por ter sido bastante reduzida a mama? Fiz a mamoplastia redutora também (retirei 500g de uma e 600g da outra) e ouvi relatos de outras mulheres que fizeram a redutora e conseguiram amamentar, porém não dizem se retiraram muito ou não..

    • Debora, não sei se isso tem a ver.
      De fato tem pessoas que fizeram a cirurgia e conseguem a amamentar, vai de cada um e da técnica que foi usada na mamoplastia.
      Bjs

  2. Amei seu depoimento. Tive problemas com a amamentação do meu primeiro filho. Meu leite empedrou e eu só chorava de tanta dor. Fui a maternidade onde meu bb nasceu e as enfermeiras só me machucaram e falaram um monte de coisas sobre a produção do leite, q mais tarde descobri q era tudo besteira! Foi naquele abençoado banco de leite q encontrei minha salvação. Elas me ajudaram e cuidaram de mim e do meu bb. Por isso sempre falo do banco de leite pra todo mundo.
    Em relação a descida do leite, tive parto normal e o meu leite demorou pra descer. O obstetra de plantão me passou um remédio e mandou tomar apenas dois, um de manha e outro a tarde q ja resolveria o problema. Bastou um e o leite ja veio aos montes!

  3. Muito obrigado pelo seu depoimento, ajuda bastante quem passa pelos mesmos problemas. Parabéns por ter a coragem de falar abertamente, já que muitas escondem esse fato.

    • Obrigada Carol! Na verdade esse assunto não tem nada demais!
      As pessoas que fazem disso um fantasma, mas como disse no post, não tenho problema com isso!
      bjs

  4. concordo com vc! temos que colocar esse assunto na pauta.
    eu também tive problemas para amamentar, mas eles me pegaram de surpresa. e realmente sempre tem alguém proximo fazendo julgamentos. o amor de mãe não pode ser medido pelo tempo de amamentação! parabens pela iniciativa!

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