6 de January de 2020 |
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PARA MAMÃES | PAREI DE TRABALHAR PARA SER MÃE, NÃO ME ENCHE!

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Corrigindo, não parei de trabalhar, parei de trabalhar como engenheira e estou trabalhando como mãe, que por sinal, é muito mais difícil, exige mais de mim emocional e fisicamente, preciso inovar todos os dias! Em compensação a recompensa é imensamente maior! Porém, nem a certeza que fiz a coisa certa impediu o bombardeio das opiniões contrárias, escutei de tudo,“Vai largar tudo para cuidar do filho, ele nem vai lembrar”, “‘Você não vai se adaptar”, “Louca, estudou tanto e agora vai emburrecer”, “Vai depender de marido agora?”. O engraçado é que, no meu caso, essas opiniões vieram na maioria das vezes de pessoas que não tem filhos, que não tem compreensão nenhuma do que é criar uma criança, ter um marido parceiro e um casamento saudável. As “amigas feministas” criticam aos montes também. Antes de qualquer coisa, sou super a favor do feminismo (já falamos disso por aqui), e por isso é tão difícil assimilar os comentários de menosprezo com minha escolha. Afinal feminismo não é igualdade? Poder simplesmente escolher aquilo que realmente queremos sem ser taxadas ou julgadas?

A vida toda tive convicção que queria ser mãe, desde de pequena mesmo. Com o tempo, quando comecei a ter mais noção das coisas, veio uma segunda convicção, voltar a trabalhar logo depois de ter filho, não tinha a menor ideia da complexibilidade dessa decisão. Depois que virei mãe, percebi que não é tão simples assim. Para algumas pessoas é uma decisão fácil, para outras é bem difícil e tem aquelas que realmente não têm escolha.  Para mim, a decisão não veio logo de cara. Tive cinco meses de licença, vivi os primeiros quatro, sem pensar como seria o amanhã, mas assim que chegou o último mês, não passava um dia que não pensava como seriam as coisas depois que voltasse a minha “rotina pré filha”. Na época que estava previsto minha volta ao trabalho, minha mãe estaria de férias, então ganhei algumas semanas sem precisar coloca-lá na escolinha.

No primeiro dia que voltei a trabalhar fiquei desnorteada, tive certeza que não queria mais estar ali, passei o dia todo pensando na minha filha, e como queria acompanhá-la todos os dias,  queria ver de perto cada conquista, não queria perder nada, não queria que alguém me contasse, não queria ler na agenda, quero viver o momento com ela. E preciso dizer, tinha um trabalhado que adorava, com um bom salário, que ia muito além de pagar as contas, meu trabalho me inspirava e me enriquecia, me orgulho muito da minha carreira. Mesmo assim, pedi demissão menos de um mês depois sem pensar no que ia perder, porque não conseguia parar de pensar no que ia ganhar, tempo com a minha filha.

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Não tomei essa decisão sozinha, eu e meu marido conversamos bastante antes, fizemos contas… As coisas ficaram mais apertadas, mas mesmo assim sei que tenho muita sorte por poder tomar essa decisão, afinal muitas mães gostariam de parar de trabalhar mas a situação não permite. Por mais que seja o que eu quero, é estranho parar de trabalhar. Depois de quase 10 anos ganhando seu dinheiro, é muito estranho não ter mais salário. Eu e meu marido temos um acordo, minhas despesas desnecessárias tiveram que diminuir, e por incrível que pareça elas não me fazem falta. O trabalho em compensação faz falta às vezes… Não só os colegas, mas pelo incrível que pareça, sinto saudade da pressão, dos prazos, da cobrança dos clientes, das horas extras… normalmente, passa em alguns minutos, rs. Outra coisa que foi estranho para mim, foi ser responsável por algumas tarefas de casa, ainda assim divido com meu marido, afinal nos dois trabalhamos, né? Era daquelas que organizava a louça na pia, para esperar o dia da diarista chegar, era bem preguiçosa mesmo, péssimo hábito. E acabei descobrindo que serviço de casa não é tão chato quando você pega o jeito. Hoje em dia faço bastante coisa e tudo ainda vira brincadeira, esconde-esconde nas roupas para guardar é a preferida da Luisa.

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É uma pena que vivemos em uma sociedade confusa, que não entende a grandeza de abandonar o “sagrado” mercado de trabalho para cuidar dos filhos. E essa ideia está realmente impregnada nas pessoas, e de novo, no meu caso, o maior julgamento veio das mulheres (lembram desse post aqui que contei alguns episódios de machismo que passei com minha filha), que teoricamente deveriam ter maior compreensão do momento que estou passando. Eu mesma já me peguei dando justificativas desnecessárias para pessoas totalmente aleatórias. A questão é que julgamento existe independente da decisão que tomar, por isso, meu conselho é se blindar das opiniões externas, só assim a decisão será realmente o que você quer, que no fundo é o que te fará mais feliz. E isso é a grande questão, estar feliz com sua decisão. De nada adianta sair do trabalho se isso te faz infeliz, mamãe feliz é igual a bebê feliz, e o contrário também é verdadeiro. Além disso, ser boa mãe, é independente de ser em tempo integral ou parcial, minha mãe, nunca parou de trabalhar, pelo contrário, sempre trabalhou que nem louca, é super mãezonha!

Infelizmente, agora que moro nos EUA, vejo como esse peso da saída do mercado de trabalho é uma questão cultural do Brasil. Vejo que muitas mães querem parar de trabalhar, mas tem receio de não conseguir voltar na posição que pararam. Aqui nos EUA, não existe licença maternidade regulamentada como no Brasil, as mulheres combinam seu afastamento caso a caso, na maioria das vezes são três meses e não é remunerado, além disso as creches são bem caras (escolas públicas são a partir de 4 anos, o chamado Pre-K) e a cobrança de imposto é familiar, diferente do Brasil que é individual (isso significa, de forma bem simplificada,  que se uma pessoa só da família trabalha, o imposto será menor que de  uma família que duas pessoas trabalham). Por isso, é muito comum mulheres super bem posicionadas no mercado pararem de trabalhar por um tempo e retomar em alguns anos sem precisar retroceder na carreira.  

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Tenho planos de voltar a trabalhar, claro! Mas nesse momento, acho que o que tenho de mais valioso para oferecer a minha filha é meu tempo, tanto em quantidade e como em qualidade. Falando nisso, ouvi um comentário no documentário “O começo da vida” (se não assistiu ainda, vale super a pena! Já está no Netflix) de uma mãe em resposta as pessoas que dizem que o importante é qualidade e não quantidade. Não lembro exatamente as palavras que a mulher usou, mas era algo assim, meu chefe não concorda que eu trabalhe duas horas super focada ao invés de oito, ele me quer lá as oito horas. Se teu chefe não aceita menos do que seu potencial total, porque, minha filha, a pessoa mais importante da minha vida, deveria aceitar? Em alguns anos ela terá a rotina dela, “escola, cinema, clube, televisão”, então vai ser minha hora de retomar, o tempo passa tão, mas tão rápido (é assustador… estava grávida ontem e minha filha já está com um ano), que não acho que alguns anos serão um problema.

Falei, falei, falei, e no fundo, quero dizer três coisas, a primeira é como a decisão de parar de trabalhar e ficar com minha filho foi importante para mim, mesmo um ano depois, continuo achando que foi a melhor decisão que tomei. Por isso, se está com esse dilema, se quer cuidar do seu filho, ser mãe em tempo integral, curtir cada segundo, meu conselho é “siga seu coração” e ignore as pessoas que não concordam. O que pode parecer uma posição inferior para muitas pessoas, é a realização pessoal de outras, eu no caso. Largar o emprego, para cuidar dos filhos e da casa não tem nada a ver com submissão, tem a ver com o que te faz feliz, ainda mais se seu marido apoia e reconhece o valor de sua contribuição para o sucesso da família. Dois, se você quiser voltar a trabalhar, também ignore as opiniões contrárias não solicitadas. Como disse, boas mães tem de todo tipo, ser mãe tempo integral está longe de ser sinônimo de ser boa mãe. E a terceira, resume as duas primeiras, não permita que ninguém faça você sentir mal pelo que realmente te faz feliz, seja voltar a trabalhar ou não, tome a decisão que te faz feliz, sua felicidade é imprescindível para felicidade de seus filhos e sua família. Seja qual for sua decisão, haverão julgamentos, por isso, o quanto mais certa estiver dela mais fácil será de lidar com eles.

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17 de August de 2019 |
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PARA MAMÃES | BLW: INTRODUÇÃO ALIMENTAR SEM PAPINHA

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Até alguns meses atrás, dar comida para bebês para mim era sinônimo de aviãozinho, barulhos e historinhas para estimular a criança a comer. Sabe de nada inocente! Comecei  a conversar com a pediatra da Luisa sobre introdução alimentar quando ela tinha quatro meses, a médica me perguntou se já havia pensado em oferecer comidinha picada no lugar da papinha e me deu um material para ler sobre BLW, sigla em inglês para Baby Led Weading

BLW é um método de introdução alimentar criado recentemente pela britânica Gill Rapley, consultora em saúde e autora do livro Baby-led Weaning: Helping Your Baby To Love Good Food, o termo refere-se a uma alimentação sem o uso de colheres, papinhas ou mingaus, na qual o bebê se alimenta sozinho.

Existem vários métodos de introduzir alimentos na dieta do bebê, mas o BLW é o mais popular aqui no EUA (pensa quantas vezes você já viu em filmes e seriados americanos bebezinhos pequeninhos no cadeirão comendo ervilha). É muito simples e foi super eficaz para nós! O nome pode ser complicado, mas na prática é fácil, é deixar o bebê se alimentar sozinho desde o comecinho (self feed), mas o diferencial não para por ai, além disso, o método prevê que a criança comece a se alimentar de pedaços de comida ao invés de pures e papinhas. Nada de processadores, liquidificadores e amassadores de batata… Os alimentos tem que ser bem macios e em pedaços do tamanho de uma ervilha, mais ou menos, não podem ser muito pequenos porque dessa forma dificulta a mastigação. Outra questão importante é que o bebê consiga sentar-se sozinho para adotar esse método.

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Segundo Gill Rapley entre as principais vantagens da BLW estão o incentivo à mastigação, que é importantíssimo para seu desenvolvimento motor, e a possibilidade da criança discriminar diferentes sabores e desenvolver preferências desde de cedo. Dessa forma, o bebê vai comer o que quiser e na velocidade que quiser, sem pressão de uma pessoa oferecendo comida. Além disso, sem ser batido ou triturado, o alimento mantém propriedades importantes, como as fibras que podem auxiliar no bom funcionamento intestinal.

Para a Luisa funcionou muito bem, mas não dei comida em pedados desde do início, porque não me senti segura. Por mais que a médica tenha me explicado que bebês tem uma “válvula de proteção” contra engasgos, ou seja eles mesmo se desengasgam sozinhos, e também qualquer tipo de alimento pode causar engasgos, mesmo líquidos como leite e pastosos como papinha, enfim, temos que fazer o que nos deixa segura. Me senti mais a vontade começando por comidinhas amassadas, um a um, para saber o que ela gostava. Porém ela sempre se alimentou com as mãos mesmo quando comia as pastinhas. Comecei a introduzir alimentos aos 6 meses, 1 mês de frutinhas, em seguida, vegetais. Com o passar do tempo, fui amassando menos a comida, até começar com pedacinhos, que foi com 7 meses e meio, mais ou menos, se você está se perguntando os dentinhos dela começara, a nascer com 11 meses.

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Não sei se os pediatras do Brasil seguem essa diretriz, mas outra coisa interessante, que não sabia sobre alimentação de bebês, é que aqui nos EUA, os médicos “liberam” os bebês a partir dos 10 meses para seguir a dieta da família, ou seja, sem restrições alimentares, desde que a dieta seja balanceada, claro. Há alguns anos atrás, alguns tipos de temperos e alimentos alergênicos, como frutos dos mar, amendoim, ovo, deviam ser evitados até mais tarde, mas atualmente os estudos mostram que quanto antes a criança for exposta a esses alimentos, menores as chances de desenvolver alergias ou menos severos serão os efeitos. Para minha surpresa, o único alimento que a médica vetou até um ano (e mesmo depois, com moderação), foi mel, pois é um alimento que muito susceptível a proliferação da bactéria Clostridium botulinum, responsável por causar botulismo infantil. Isso foi ótimo, e super prático, sentamos em família e comemos as mesmas coisas, além disso, passamos a ter uma dieta mais saudável por isso.

Em resumo, é tudo muito simples. Você só precisa de um bebê com fome, de preferência sem roupinhas porque ele vai se lambuzar inteiro, comida picadinha e algum tipo de pet para comer a comida que cair, se não tiver, pode substituir por panos de chão. Para compensar o trabalho que você não vai ter dando a comida, você vai ter que limpar a bagunça que vai ficar o chão, ok?! Nada vem de graça nessa vida! Para ajudar, é bom ter um prato raso e grande para espalhar a comida sem cair tanto para fora e outro detalhe importante é a altura do cadeirão, que deve estar posicionado de forma que o bebê tenha visão do prato inteiro.

Além dos benefícios que já citei, percebo como o BLW, está ajudando a Luisa desenvolver a coordenação motora fina, conhecer diferentes texturas, cores, tamanhos, formatos e temperaturas e principalmente se interessar por uma grande variedade de alimentos. Para mim também é super prático porque podemos comer juntas, não preciso dar para ela e depois (se der) comer, sem contar que também me poupa daquela neura de não saber se estou dando muito ou pouca comida para ela, já que ela come o quanto quer. Percebo que ela está satisfeita quando ela empurra o prato ou começa a dar para os cachorros., é engraçado!

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o que mudou com o tempo?

  • Brincando ou comendo: No começo, a Luisa mais brincava do que comia de fato, tinha que dar uma ajudinha. Com 8 meses mais ou menos, ela começou a comer sozinha mesmo, precisa ter paciência e não apressar o bebê.
  • Interesse pela colher: Sempre deixei uma colherzinha por perto caso ela se interessasse, o que não aconteceu até recentemente (ela acabou de fazer um ano), agora vira e mexe ela pega a colher. Ela consegue colocar a colher/garfo na boca, mas ainda não consegue pegar a comida, então ela pega com a mão coloca no garfo e depois na boca, engraçadíssimo!
  • Tamanho das comidas: Agora que ela já está maiorzinha, nem pico mais alguns alimentos, como brócolis e couve flor, ela já consegue morde-los, além disso, corto alguns alimentos em formato de palitos, fica mais fácil dela manusear e morder pedaços.

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Antes de tomar a decisão de como introduzir alimentos na dieta do seu bebê CONVERSE COM SEU PEDIATRA! Estou apenas dividindo minha experiência com o BLW, que para minha filha funcionou muito bem. Lembrando que as refeições devem ser SEMPRE supervisionadas mesmo que o bebê consiga comer sozinho. 

vamos as compras!

A Luisa claramente tem preferências já, mas tento variar ao máximo a alimentação dela. Além disso, nunca deixo de oferecer algum alimento para ela porque eu não gosto, ela come várias coisas que não são minhas preferidas. E para manter o interesse dela em vários alimentos diferentes, sempre vamos juntas ao mercado, ela manuseia os alimentos crus, mostro o preparo para ela sempre que possível, e agora que ela está maior, vou tentar evolvê-la nos preparos.

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Bom apetite babys!

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Categorias: CONVERSINHA, para mamães
13 de June de 2018 |
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GANHE VALE COMPRAS NA LOJINHA MQN!!

O que acha de ganhar um vale compras da Lojinha MQN?  Essa é a sua chance de ter produtinhos tão desejados que não vendem no Brasil sem colocar a mão no bolso.
Pra concorrer, basta participar da Liga Só pra Mulheres no app Arena GSE (disponível nas lojas Google Play e App Store brasileiras). É tipo um bolão da Copa do Mundo.

premiação:

R$400 para o 1º lugar | R$200 para o 2º lugar | R$100 para o 3º lugar
Caso, mais de conseguirmos mais de 2.000 pessoas participarem o prêmio DOBRA!!! (1º lugar – R$800, 2º lugar – R$400 e 3º lugar – R$200)! Então ajudem a divulgar aí!!!
IMPORTANTE! Em caso de empate, o prêmio sera divido entre as vencedoras.

como participar:

1- Baixe o app “Arena GSE” nas lojas brasileiras Google Play e Apple Store
2- Depois de fazer o cadastro, clique na lupa, em código (botão verde) e procure por L542BWnq. Entre na liga Só pra mulheres.
3- Depois que sua entrada na liga for aceita, os jogos da Copa do Mundo vão aparecer na home do app pra vc palpitar. Lembre-se: só os jogos da Copa valem para a Liga MQN, os jogos do Campeonato Brasileiro não.
Se tiver ALGUMA DÚVIDA, ALGUM PROBLEMA, entrem em contato pelo suporte@gsegames.com.br ou pelo whatsapp 11 97151-4272 pra te ajudarem a não ficar de fora dessa.
Dicas importantes do jogo:
– Você não vai conseguir palpitar em todos os jogos de uma vez só por não ter “raio” (moeda usada no jogo) suficiente. Mas fique tranquila que você ganha raio por tempo (1 raio por minuto). Então é só voltar sempre no app pra palpitar mais.
– Os jogos da Copa começam no dia 14/06, mas você pode entrar na Liga quando quiser. Mas é claro que quanto mais jogos palpitar, maior sua chance de ganhar, assim como em qualquer outro bolão.
– Para ver sua posição no ranking, vá em lupa, clique em liga e depois em Liga Só pra Mulheres
Regras da premiação:
–  Dessa vez, só serão aceitas participação de mulheres
– A data da entrega dos produtos escolhidos deverá ser negociada entre as vencedoras e a Lojinha MQN
– Caso seus produtos selecionados ultrapassem o valor total do cupom que você ganhou, é de sua responsabilidade pagar o valor excedente.
– Caso seus produtos selecionados não atinjam o valor total do cupom que você ganhou, você não receberá o valor remanescente em espécie ($)

Boa sorte!!!

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