4 de August de 2016 |
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PARA MAMÃES | SOBREVIVI AO PRIMEIRO ANO DA MATERNIDADE! ALGUMAS LIÇÕES QUE APRENDI

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Ontém a minha pequena fez um ano! Além de comemorar o primeiro aninho dela, estou comemorando o meu primeiro ano como mãe. Foi um ano inexplicável, o mais feliz da minha vida, mas também o mais difícil. Tanto cansaço, tantas dúvidas em tão pouco tempo. Tantos acontecimentos, o primeiro sorriso, os dentinhos, a retribuição de um abraço, barulhinhos lindos que derretem meu coração, aprender a engatinhar, a andar, o primeiro dodói. Foi um ano intenso de uma emoção sem tamanho. A sensação que tenho é que apreendi mais sobre a vida esse ano do que nos meus últimos 27.

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Então, se você está para entrar nesse barco, aqui vão algumas coisinhas que aprendi que vão ser bem úteis na sua jornada:

  • Amamentar é difícil. A primeira coisa que aprendi como mãe, aquilo que me parecia tão natural, mas é tão doído e complicado. Já dediquei um post só para isso.
  • Me achando. A maternidade é uma curva de aprendizado enorme! Em um minuto você está grávida, e no minuto seguinte, chega em casa um mini ser humano totalmente dependente de você.  E ao mesmo tempo que está aprendendo a ser mãe, está navegando em um território de emoções super intensas e totalmente desconhecidas. Depois que a Luisa nasceu tive a sensação que estava perdida por algumas semanas, acho que é normal para maioria das mães. Perdida, não é bem o termo, é um misto de sobrecarga pele responsabilidade de cuidar de uma pessoa que precisa 100% de você, misturado com todas as dúvidas de não saber como fazer. Com o tempo, essa senssação foi indo embora e de repente te dá um clique e você se dá conta que agora é mãe.
  • Um amor que você não conhecia antes. Amava a Luisa desde o momento que descobri que estava grávida, quando ela nasceu foi uma explosão dentro de mim, um amor maior que eu… Quando você acha que chegou no ápice, este sentimento cresce. Indescritível e sem precedentes. Fico pensando como é ter um segundo filho, será que cabe o dobro disso em mim?! Minha mãe garante que sim… sorte do meu baby brother!
  • Leia livros sobre comportamento infantil, mas nem tanto. Não fui do tipo que li vários livros sobre bebês enquanto estava grávida. Sempre quis tomar decisões com o coração, e sabia que ler livros ia me influenciar. Tenho várias amigas que parecem enciclopédias ambulantes, “criança se jogou no chão e começou a chorar”, Ctrl+F na mente para descobrir o que fazer. Resposta localizada: página 145 parágrafo 3 linha 5 do livro x. Parece engraçado, mas conheço mães assim. Não estou criticando, quem sou para isso. Mas não queria perder a naturalidade e ter que pensar o que apreendi nos livros a cada comportamento diferente da Luisa.
  • Parar de trabalhar foi a melhor coisa que fiz. Apesar das dúvidas, se você puder parar de trabalhar recomendo 200%. Sem dúvida o mais precioso que posso dar para ela nesses primeiros anos, é meu tempo. Não me arrependo nem um minuto da minha decisão.  Contei sobre isso nesse post.

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  • Rotina é importante, mas nem tanto. A Luisa é sensível à mudanças de rotina, percebo que ela fica mais agitada nos dias que os horários de comer, tomar banho e dormir estão bagunçados. Apesar disso, aprendi, depois de ter me estressado muito, que não tem problema furar a rotina às vezes, a minha neurose em cumprir os horários é muito pior que a mudança no dia ou noite dela. Então não precisa brigar com marido por causa de horário, expulsar as visitas, sair correndo dos lugares que nem louca… não que tenha feito nada disso, rs.
  • Cantar é o melhor remédio. Sempre quis ser cantora, mas sempre ouvi que cantava muito mal. Finalmente achei meu público. A Luisa adora quando eu canto, em todos os momentos, nos agitados e nos mais calmos. Então não importa se você tem o talento da Adele ou não, sai cantando. Aliás, música e artes em geral tem papel fundamental no desenvolvimento das crianças, estamos fazendo aulas de música coma Luisa há dois meses e é impressionante como ela repete as coisas que apreende na aula.
  • Conversar. Desde que a Luisa nasceu converso bastante com ela, sempre conversas positivas, não fico reclamando da vida para ela, né?! Gosto de ir narrando as coisas que vamos fazer e explicando porque estamos fazendo determinada coisa, por exemplo, “sua fralda está molhada porque você fez xixi, então a mamãe vai pegar uma fralda nova na gaveta para te trocar, assim você ficará mais confortável“. Além disso, sempre conto para ela quando temos algo planejado para o dia, se vamos no médico, no supermercado, no parque…Na falta de conversa… canto!
  • Não minar a criatividade dela. Acho importantíssimo ensinar o certo e o errado quando o assunto é comportamento, mas temos o costume de corrigir certas coisas que não estão erradas de verdade, por exemplo como usar um brinquedo, se ele foi desenvolvido para ser usado de determinada forma, e a Luisa está tentando de outro jeito, deixo fluir.
  • Quanto mais dorme ela dorme, mais ela quer dormir. Demorou para ajustar a rotina noturna da Luisa, nos primeiros meses ela acordava 5h e não queria mais dormir. Tive a genial ideia de “segurar” o sono da tarde para ver se ela cansava e dormia até um pouquinho mais tarde, mas descobri que a matemática do sono dos bebês é diferente da nossa. Se tiramos um soneca a tarde, demoramos mais para dormir a noite, mas com bebês é exatamente o contrário. Quando a Luisa não dorme a tarde, fica super agitada e é mais difícil dormir a noite.

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  • Ser mais produtiva. A sonequinha da tarde é a hora mais produtiva do meu dia. São 40 minutinhos, no máximo uma hora, que faço muuuita coisa. Nem sei como vai ser quando ela não precisar mais desse soninho. Me acho uma pessoa muito mais objetiva depois que a Luisa nasceu, me adaptei a falta de tempo.
  • Não preciso estimulá-la a todo minuto. Contei para vocês que optei por parar de trabalhar para ficar com a Luisa nos primeiros anos, por isso, tenho em mente que minha vida diurna é toda por conta dela, então fico brincando e planejando atividades para ela o dia todo. Mas com o tempo aprendi que apesar dela gostar muito de brincar comigo, com o papai, e com outras crianças, é importantíssimo e indispensável ela ter o tempinho dela para brincar sozinha. A supervisão é 24 horas, mas às vezes fico de lado, ela nem sabe que estou observando… ela pega os brinquedos, junta um com o outro, escala as coisas, anda pela casa sem rumo, e de repente ela volta e se joga no meu colo, que delícia! São minutinhos essenciais para ela se conhecer, queria muito saber o que passa naquela cabecinha!
  • Aproveitar cada momento. Sei que é super clichê, e todo mundo nos alerta sobre como o tempo passa rápido… E é verdade, ela só tem um ano e me pego várias vezes falando, lembra quando ela fazia isso, lembra daquele barulhinho que ela fazia, lembra a carinha que ela fazia, lembra, lembra… Só um ano passou e tanta coisa já mudou. Aproveitar cada momento que temos com os filhos, é realmente o que importa na vida.
  • Ela vai se jogar no chão e chorar. Sabe aquela típica cena de criança se jogando no chão berrando, a mãe com cara de perdida sem saber o que fazer e você pensando “meu filho nunca vai fazer isso”. Vai sim! Tem quem fale que isso é a criança querendo chamar atenção dos pais que não prestam atenção nele, outras pessoas falam que é falta de limites. Não é meu caso, aparentemente não importa o seu comportamento com as crianças em alguma fase elas vão se jogar no chão e chorar. Tem acontecido por aqui, e quando acontece, sento do lado dela e falo baixinho e bem calma  “quando quiser falar com a mamãe, estou aqui, ok!”. Em menos de um minuto ela levanta vem falar comigo, damos um abraço, conversamos e fica tudo bem. Outro dia aconteceu no supermercado, sentei no chão com ela, todo mundo meu olhou como se fosse louca, um funcionário veio falar que não deveria deixar ela no chão porque era sujo, acenei com a cabeça com um ar de despreocupada do tipo “Você não percebeu que estou lindando com algo mais complicado que sujeira aqui?!;”. Logo passou, ufa!!!
  • Não rotular. Não tem coisa pior do que ficar falando para crianças, você é malcriado, que manhoso, preguiçoso, blá blá blá… sempre achei que isso só reafirma o “mal” comportamento.

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  • Viramos um polvo. Aprendi a fazer tudo que fazia antes, só com uma mão, às vezes, sem mão nenhuma.. só com o pé. Uma vez que nos acostumamos com um bebê no colo, percebemos como o resto do seu do corpo estava sendo subutilizado, rs.
  • A vida de figurante de Walking Dead vai passar. O maior perrengue da vida de uma nova mãe sem dúvida é o cansaço dos primeiros meses. É sofrido, um sono que não passa nunca, aquela sensação que você é um zumbi. Mas acredite, vai passar. A Luisa começou dormir a noite toda mês passado, ou seja, fiquei quase um ano sem dormir 4 horas seguidas. Só pensar isso me dá vontade de fechar o computador e ir dormir. Mas nosso corpo fica mais forte, também apreendi a ficar com fome sem ficar mal humorada, comer comida fria que odiava, segurar o xixi (e o cocô)  mais tempo, sou uma pessoa mais resistente graças à minha filha, rs.
  • Nenhum adulto precisa dormir com os pais. Apesar das muitas pessoas contra indicarem, a Luisa dorme na minha cama toda noite. A hora de dormir é uma rotina muito gostosa e de muito amor. Depois do banho, eu e o Guilherme deitamos na cama com ela até ela dormir. Damos boa noite, muitos beijos e abraços e ficamos em silêncio. Ela rola para lá, rola para cá, dá semi cambalhotas, fica de pé… até que uma hora ela encosta em um de nós e dorme sem mais nem menos. O mais engraçado é que as vezes, mesmo de olhos fechados, ela fica pondo a mãozinha na gente para ter certeza que estamos lá, derrete nosso coração! Depois de uns minutinhos colocamos ela no berço. É um momento tão maravilhoso! Fiquei em dúvida se estava certa, já que tantas pessoas desaprovam dizendo que estamos deixando ela dependente, mas parei para pensar e não conheço nenhum adulto que precisa dormir com os pais. Vamos continuar dormindo juntos!
  • Depois que viramos mãe a vida toda tem um novo significado. As coisas que antes  me deixava super animada perdem o brilho. Isso é algo bem difícil de entender para quem não é pai ou mãe, já tive essa conversa com alguns amigos sem filhos e a conclusão é sempre uma pessoa um pouco irritada dizendo “Então nada mais importa!?‘. É isso, mas não é… a escala de importância muda drasticamente. Seu filho vira o centro do seu universo.
  • Ela é uma pessoa com vontades próprias, “mini vontades”, mas não deixam de ser vontades. Parece óbvio, mas preciso lembrar disso. Empatia, é um sentimento tão importante, ainda mais com seu filho.  Às vezes, só porque ela é pequena, esqueço que ela tem as próprias vontades. Então sempre tento entender o que ela quer, ou porque ela está frustrada. Quando preciso fazer coisas que ela não quer, mas ela precisa ir comigo, tento explicar que nem sempre fazemos o que queremos. Outro dia, precisei ir no médico e ela estava super agitada na sala de espera, conversei com ela, dizendo “A mamãe entende que você não queria estar aqui, mas preciso esperar pelo médico. Assim que sairmos podemos ir ao parquinho.”. É muito importante para mim que ela entenda desde de pequeninha que sempre vou tentar entender as frustrações dela e tentar ajudá-la.

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  • Ela me entende. A Luisa só tem um ano mas ela entende quando falo com ela, talvez pelo fato de sempre ter conversado com ela, ou todas as crianças são assim, não sei. Quase sempre quando explico ou peço uma coisa para ela, ela entende. Desde coisas simples que acontecem toda hora como, não deixar o copinho de água no chão porque é sujo, peço que ela coloque em cima da mesinha ou até situação mais complicadas dela entender como a do médico que contei aqui em cima. Sei que algumas mães não gostam de conversar com os bebês porque se sentem bobas, acham que estão falando sozinhas. Não estão não, eles entendem!
  • Comunicar-se de forma não verbal. Estamos super acostumados a falar para nos comunicarmos, mas existe comunicação além da fala e é bem importante prestar atenção aos sinais da criança para entendê-los melhor. Desde de que nasceu, a Luisa é bem expressiva, faz várias carinhas que me dão dicas de estou no caminho certo ou não, com 5/6 meses ela começou a apontar, chamar com a mãozinha. Seja uma expressão, o movimento das mãos, um olhar… os bebês estão “falando”.
  • Evito falar não. Falar “não” é quase automático. Já vi um estudo dizendo que a palavra “não” é a que mais escutamos na vida. Tudo é “não, não não”… e por quê?! Tem coisa que não precisa dizer não. Tessa fase exploratória em que a Luisa está, se disser não para todos os objetos que ela quer encostar, vou passar o dia inteiro falando não. Isso é uma coisa, pensar se realmente ela não pode fazer aquilo, e se realmente não puder, ao invés de falar não assim de cara, explico o porque, se aquilo vai machucar ela, se é algo que não é dela, enfim e nesse caso redireciono a atenção para outra coisa.
  • Apreender a lidar com as outras crianças. Há poucas semanas atrás tive que lidar com o primeiro arranhão na bochecha dela, feito por um amiguinho, urrrrrr. Tive que unir todo meu auto controle e conhecimento de vivência em sociedade para não dar um hadouken na criança que atacou a minha cria.
  • Entender que eu sou o adulto e ela está apreendendo. Só convivendo com criança para entender como certos comportamentos deles podem nos colocar em teste! Nessas horas, me lembro que ela está apreendendo, me testando para saber o que ela pode e não pode fazer. Respiro fundo, converso, explico para ela porque aquele comportamento não é legal, dou um tempo para ela se recuperar, se nada der certo… começo a cantar! Lá, lá, lá, lá….

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  • Amor nunca é demais. Já falei nesse post como acredito na teoria que é impossível mimar bebê dando muito amor. Carinho, amor e atenção nada tem a ver com falta de limites.
  • As dúvidas provavelmente nunca vão embora. Talvez um ano seja pouco para afirmar, mas algo me diz que as dúvidas e os medos que “assombram” as mães nunca vão embora, mas vamos apreendendo a lidar melhor com eles.

Esse foi o primeiro ano da minha nova vida, muita felicidade, muitas lições, incertezas que não param de brotar na minha cabeça, primeiro ano dessa transformação visceral pela qual estou passando… Parece que foi ontem que estava chacoalhando a Luisa no colo perto da janela vendo o sol nascer e pensando “E agora?“. Nossa… Passa tão rápido! Só um ano, e não consigo mais lembrar da minha vida sem ela.

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Amor da minha vida, daqui até a eternidade!

9 Comentários
Categorias: CONVERSINHA, DICAS, para mamães

Comments

  1. Demais seu depoimento! Outra coisa que apreendi é que sempre achamos as as doençinhas são muito piores do é… na verdade sempre é coisinha de criança, mas sempre nos desesperados, né

  2. Jullian Harry says:

    É muito lindo ver você sendo mãe Keka! O jeito que você trata ela como uma ‘adulta’ e ela entende esse sentimento. Eu amo vocês duas demais! Looking forward to see you both

  3. Parabens Luisa!!

  4. Emocionante! Meu filho acabou de nascer e já sinto varias dessas coisas que vc citou. Como dizem mae so muda o endereco. Rs

  5. Lindo texto! Me lembrou os tempos de um ano da mi ha filha também. Realmente o tempo voa, ela ja ta com 8.

  6. Nossa Jé…que post lindo! E muito inspirador, sem dúvida! =)

  7. Nossa, que post lindo.
    É de uma sinceridade sem tamanho.
    Acabei de ler aqui toda arrepiada, de verdade.
    Sua filha cada dia que passa está mais linda, parabéns.
    DEUS continue abençoando a você e toda a sua família Jel.

    Beijos!

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